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2010.02.16 - Ref. 2010021601 EUA: Caso de Abu-Jamal chega a Obama
|  | Envie este artigo a um amigo | Mais de 11000 pessoas subscreveram da petição online dirigida a Barack Obama , pedindo-lhe "que se pronuncie contra a execução de Mumia Abu-Jamal e de todos os homens, mulheres e crianças condenadas à morte no mundo". A petição mereceu o apoio de Danielle Mitterrand, Günter Grass e Desmond Tutu.
"Mumia Abu-Jamal converteu-se num símbolo mundial, é a voz dos que não têm voz na luta contra a pena de morte e o abuso dos direitos humanos. Existem mais de vinte mil pessoas que esperam a execução, em todo o mundo, mais de três mil nos Estados Unidos", acrescenta a petição.
O Supremo Tribunal norte-americano decidiu, no início de 2010, não dar provimento à vitória obtida num recurso, que dava a Abu-Jamal a possibilidade de ter um novo júri que se pronunciasse sobre a sentença de morte que lhe foi aplicada. O fundamento do recurso assentou em irregularidades nas instruções dadas pelo juíz aos jurados, no sentido de ser necessária a unanimidade quanto à avaliação das circunstâncias atenuantes do crime, o que não é verdade.
O caso volta agora ao tribunal de recurso, onde os advogados de Mumia voltarão a exigir um novo júri que se pronuncie sobre a sentença.
Share | |   | | voltar ao topo | 2010.01.31 - Ref. 2010013101 Irão: Mais execuções por protesto contra Ahmadinejad
|  | Envie este artigo a um amigo | O Irão iniciou o julgamento de 16 pessoas acusadas de envolvimento nos protestos anti-governo, que resultaram na morte de oito pessoas.
Cinco dos réus são acusados de "travar uma guerra contra Deus", crime passível de pena de morte, segundo o sistema legal iraniano. Os restantes respondem por acusações de perturbar a ordem pública e a segurança nacional.
Em Janeiro de 2010, o Irão executou por enforcamento dois homens presos durante a onda de protestos; Mohamad Reza Ali-Zamani, de 37 anos, e Arash Rahmanipour, de 20 anos, foram as primeiras execuções que se conhecem relacionadas com aquelas manifestações. Onze pessoas foram condenadas à morte por suposta participação nos protestos.
Mas estes enforcamentos poderão elevar ainda mais a tensão política que se vive no país. Para Fevereiro, estão agendados novos protestos. O regime de Teerão já deixou claro que não irá tolerar "distúrbios".
"Uma execução com esta rapidez e pressa tem apenas uma explicação, o governo está a tentar prevenir a expansão do actual movimento [de oposição] através da disseminação do medo e da intimidação", disse Nasrin Sotoudeh, advogada de Arash Rahmanipour, um jovem de 19 anos que será um dos executados. A advogada disse ainda que o seu cliente não teve um julgamento justo nem a possibilidade de se defender das acusações de que foi alvo.
Entretanto, o aiatolá iraniano Ahmad Jannati, ultraconservador, agradeceu pela execução dos dois opositores e pediu que sejam aplicadas rapidamente outras sentenças de morte, num discurso transmitido ao vivo pela televisão e pela rádio estatal. "Da mesma maneira que foram executados rapidamente esses dois 'mohareb' (inimigos de Deus), deve-se manter a firmeza e actuar contra o resto deles", afirmou.
O Irão está imerso em uma grave crise política e social desde que foi reeleito o presidente Mahmoud Ahmadinejad, cujo triunfo eleitoral a oposição reformista considera fruto de fraude. Logo após a divulgação do resultado, centenas de milhares de pessoas começaram a manifestar-se em todo o país. Na repressão dos protestos, morreram pelo menos 30 pessoas (ou 72, de acordo com o cálculo da oposição, que também denunciou torturas nas prisões).
Cerca de 4000 pessoas foram detidas, entre elas mais de uma centena de responsáveis da oposição.
Share | |   | | voltar ao topo | 2010.01.30 - Ref. 2010013001 China: Mais quatro condenações à morte
|  | Envie este artigo a um amigo | A justiça chinesa condenou à morte mais quatro pessoas no âmbito dos confrontos inter-étnicos de Julho de 2009 em Xinjiang, região autónoma do noroeste maioritariamente muçulmana.
Quatro acusados foram condenados à morte, um a pena de morte suspensa por dois anos e oito a penas até à prisão perpétua. Segundo os nomes divulgados pelos «media» chineses, os condenados parecem pertencer à minoria uigure.
Mais de 1600 pessoas ficaram feridas e 197 morreram durante os confrontos de Urumqi, capital da região autónoma de Xinjiang a 5 de Julho. A maioria das vítimas dos confrontos era da etnia han, maioritária na China. Nos dias posteriores, os han vingaram-se através de expedições punitivas contra os uigures, que são maioritários em Xinjiang.
Os uigures dizem que a violência começou quando a polícia reprimiu manifestações pacíficas, por causa da morte de dois uigures numa fábrica no sul da China. O governo afirma que enfrenta uma ameaça separatista em Xinjiang e prometeu penas duras para os envolvidos nos distúrbios. Uigures exilados afirmam porém que Pequim pretende um controlo rígido sobre a região, rica em reservas energéticas e que faz fronteira com vários países da Ásia Central.
No âmbito do processo judicial dos confrontos de Xinjiang, já foram condenadas à morte 26 pessoas, 9 das quais já foram executadas.
Share | |   | | voltar ao topo | 2010.01.03 - Ref. 2010010301 EUA: Inocente libertado
|  | Envie este artigo a um amigo | Kenneth Ireland, passou 20 anos de prisão por um crime que não cometeu. Ele foi condenado a 50 anos de prisão por violação e assassinato.
As autoridades viram-se obrigadas a reabrir este caso em Agosto de 2009, depois de um exame de DNA comprovar a inocência de Ireland.
A Polícia de Nova York deteve agora de um morador do bairro do Bronx que deverá ser o verdadeiro culpado.
Ireland é o terceiro preso em Connecticut a ser libertado depois da comprovação da inocência através de um exame de DNA. O número de pessoas libertadas da mesma forma nos Estados Unidos chegou às 240, segundo a organização Innocence Project.
Se tivesse sido condenado à morte, Kenneth Ireland seria provavelmente mais um inocente a ser executados nos EUA.
Share | |   | | voltar ao topo | 2009.12.30 - Ref. 2009123001 Irão: Aiatolá defende morte para os líderes da oposição
|  | Envie este artigo a um amigo | O influente religioso iraniano aiatolá Abas Vaez Tabasi afirmou que os líderes da oposição iraniana são "inimigos de Deus" e merecem a morte, conforme a lei islâmica (Sharia).
"Os líderes da conspiração são inimigos de Deus", declarou o aiatolá, que representa o guia supremo iraniano (Ali Khamenei), na província de Jorosan. "No nosso sistema judicial, o castigo é claro", acrescentou, em alusão à pena de morte.
A ameaça é considerada a mais forte lançada contra os líderes da oposição que questionam a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad em junho passado.
Quando os xiitas realizavam sua festa mais sagrada, a "Ashura", a oposição iraniana foi para a rua protestar contra o governo e a actuação do regime nos últimos seis meses.
Nos distúrbios, que se repetem desde que em junho o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito em eleições polémicas e cujo resultado a oposição considera fraudulento, morreram pelo menos oito pessoas (segundo números oficiais) e mais de 300 foram detidas, entre eles pelo menos dez importantes activistas da oposição.
Share | Mais informação: Irão: Cinco pessoas condenadas à morte por protestos depois de eleições (2009.11.25)   | | voltar ao topo | 2009.12.29 - Ref. 2009122901 China: Executado cidadão britânico
|  | Envie este artigo a um amigo | Akmal Shaikh, de 53 anos, casado e pai de três filhos, foi o primeiro europeu a quem foi aplicada a pena de morte na China em quase 60 anos. Foi detido em 2007 por posse de droga num aeroporto da região autónoma chinesa de Xinjiang e condenado à morte um ano depois.
Após a execução, a Amnistia Internacional afirmou que o tratamento dado pelas autoridades chinesas a Shaikh, que alegadamente sofria de problemas mentais, seguiu a linha habitual do sistema judicial chinês e acrescentou que, na China, são habituais "os julgamentos curtos e quase mecânicos, em que não se apresentam nem investigam todas as provas e onde a pena capital se aplica em caso de crimes não violentos". Tráfico de droga, corrupção, fraude fiscal e homicídio são alguns dos crimes que incorrem em pena de morte na China.
As pressões políticas do governo britânico para que lhe fosse comutada a pena - incluíndo o pedido feito numa consersa telefónica pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao - foram infrutíferas e Gordon Brown expressou a sua consternação pela aplicação da pena de morte a Akmal Shaikh, uma vez que não foram tidos em conta relatórios médicos que apontavam para o facto do acusado sofrer de doença bipolar.
O Governo chinês, por seu lado, defendeu a pena de morte por narcotráfico imposta ao cidadão britânico, afirmando que "o narcotráfico é um crime grave".
O Global Times, um jornal oficial chinês publicado pelo órgão central do Partido Comunista Chinês, defendeu hoje a pena de morte como "uma forma de dissuadir a prática de crimes graves" e pediu "mais compreensão" dos países ocidentais acerca do sistema de Justiça na China. O Global Times salienta que "o número de execuções na China está gradualmente a diminuir" e o método utilizado - injecção letal (e não fuzilamento, como antes) - "tornou-se mais humano".
No entanto, as execuções na China, segundo números da Amnistia Internacional, representam cerca de 70% do total mundial. O número exacto de execuções é segredo de estado mas, segundo estimativas de diversas fontes, deverá ter-se situado entre as 5000 e as 6000, em 2007 (ainda assim, menos do que as cerca de 10000 estimadas em 2005). O último europeu executado na China foi o italiano António Riva, um piloto militar da I Guerra Mundial que, em 1951, foi acusado de ter conspirado para assassinar o então líder máximo da China, Mao Zedong.
A China tem sido também acusada por usar sistematicamente a pena de morte contra opositores ao regime, como aconteceu nos motins em Lhassa (Tibete) na Primavera de 2008.
Share | |   | | voltar ao topo | 2009.08.08 - Ref. _009080801 Mailing list GOOGLE GROUPS
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